Os desafios para as pequenas empresas diante do cenário de incertezas política e econômica do Brasil.

O cenário econômico brasileiro se apresenta como um desafio gigantesco para as pequenas e médias empresas em diversos setores. Como consequência da atual conjuntura, investimentos tornam-se mais arriscados e empresários dos mais variados segmentos sentem-se impedidos de investir em seus negócios como costumeiramente investiram em períodos de bonança entre 2008 e 2013 quando o mundo experimentava uma crise voraz enquanto o Brasil navegava tranquilamente com crescimento de 7,5% até 2010 e se tornou a sexta economia do mundo em 2011.

Fatores como o baixo desempenho industrial, a burocrática política fiscal, o risco de racionamento de água e energia, a escalada da inflação, a expectativa de redução da oferta de crédito, as taxas de câmbio depreciadas os frequentes escandalos de corrupção, o aumento das taxas de juros, o tímido investimento em infra-estrutura, o baixo crescimento e a elevação do custo de insumos básicos tornam o Brasil um país nada atrativo para investidores, o que influencia indiretamente o mercado e as pquenas e médias empresas que compram e vendem para os grandes grupos econômicos. Paralelamente, segundo o estudo World Economic Outlook (WEO) divulgado pelo FMI (Fundo Monetário Internacional), houve retração de 1% na economia brasileira em 2015. Além disso, o endividamento das famílias brasileiras tem aumentado, o que completa o arsenal de ameaças para mercado brasileiro e para as PMEs. Outra consequência pode ser vista nos indicadores que apontam o aumento do número de pedidos de recuperação judicial entre 2010 e 2014 que aumentou 74% neste período segundo a Serasa Experian.

Crises econômicas não fazem distinção de porte ou condição financeira, porém empresas com baixa resiliência perante turbulências do mercado sentem muito mais o impacto. Em muitos casos, para se manterem e evitarem a falência, tais empresas buscam alternativas como a reestruturação financeira e de suas operações ou a recuperação judicial. De fato, a melhor alternativa para as empresas é a busca pela reestruturação que envolve a renegociação com credores, a venda de ativos, o controle rigoroso de caixa, a apuração constante de resultados, a redução e controle de custos operacionais e a implantação de um plano de turnaround.

A crise e os segmentos afetados

 

Embora a crise seja geral, alguns setores apresentaram rigorosa queda nos indicadores de lucro em virtude da preocupação do governo em controlar os preços praticados por alguns segmentos com o objetivo de manter a inflação sob controle. Ainda neste aspecto, os setores de Oil & Gas e Construção foram ainda mais afetados em virtude das já conhecidas denúncias que compõem a operação Lava-Jato (investigação responsável por apurar o esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas na Petrobras). Especialmente neste caso, há uma ameaça maior para toda a cadeia de fornecedores que dependem dos projetos da petrolífera estatal, a maior empresa brasileira.Recentemente, uma pesquisa com investidores, instituições financeiras, empresários, consultorias e escritórios de advocacia feita pela consultoria KPMG, indicou que:- 65% dos especialistas apontam a manutenção dos baixos níveis de crescimento da economia no curto prazo;
– 90% acreditam que a taxa básica de juros permaneça no mesmo ou em nível superior ao atual;
– E os setores de Imóveis, de Construção, de Fabricação de Automóveis, Autopeças, Energia e Agronegócio foram apontados como mais vulneráveis à crise econômica.

Três passos fundamentais para sua empresa enfrentar o atual cenário econômico com solidez

Preparamos um plano de ação com 3 passos que certamente farão sua empresa superar a crise atual com solidez independentemente do porte, condição financeira ou atividade desempenhada. São Eles:

Primeiro Passo: Controle de caixa, renegociação com credores e aquisição de capital de giro: O controle rigoroso do uso/saída de recursos, a captação de recursos e a renegociação com credores são medidas fundamentais para o sucesso do programa de reestruturação da empresa. Inicialmente, e preciso o levantamento dos requisitos gerais de capital de giro da empresa (contas a pagar, contas a receber, estoque, etc.), e para tanto, uma boa organização financeira mediante sistema de informação adequado contribui para o sucesso do programa. Tal levantamento, visa a busca por melhorias na eficácia do cliclo produtivo da empresa.

Segundo Passo: Foco no Planejamento, no controle de compras e da produção:Um fator essencial para industrias e para empresas do comrécio de produtos é o controle rigoroso do estoques de produtos e de matérias-primas. A gestão da reposição de estoque, giro, demandas sazonais e a negociação com fornecedores representam um grupo de fortes aliados par a redução de custos. É preciso aliar a expectativa de vendas ao controle rigoroso das compras realizadas, das negociações e consequentemente dos custos que certamente vão interferir no preço praticado e na eficiência de vendas. Outro quesito é o planejamento da produção, buscando a simplificação dos processos e tornando a atividade mais enxuta.

Resultados (vendas, custos e margens): Com foco no aumento da margem de lucro, é preciso reavaliar a política comercial. Algumas das ações:

– Ajuste de volumes/medidas;
– Reavaliação do Mix de Produção;
– Reavaliação e busca de maior eficiência dos canais de distribuição;
– Melhoria do giro de estoque visando a redução do tempo de entrega e e melhoria das margens operacionais.

Conclusão

Neste cenário desafiador, cabe às empresas brasileiras uma imediata mudança de postura. Sem essa mudança, o risco de falência é evidente e a possibilidade das ações suas comerciais serem superadas pelos concorrentes é enorme. Exemplos diversos são vistos em outras economias ao redor do mundo de empresas que, diante de semelhantes crises, enxergaram uma excelente oportunidade de ganharem mercado e tornarem seus lucros maiores.

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